Júri —
— Prémio CC11 2026
O júri é composto por Ana Baião (fotógrafa), António Pedro Ferreira (fotógrafo), Elina Heikka (historiadora de arte, curadora independente e autora) e Valter Vinagre (fotógrafo)
Ana Baião, estudou Fotografia no Instituto Português de Fotografia. Iniciou a carreira de fotojornalista no jornal O Século, passou pelo Diário de Notícias e O Independente, enquanto colaborava com a agência Associated Press. Está no Expresso desde 2000. Já conquistou vários prémios e distinções ao longo da sua carreira. Em 2004, foi distinguida pela Assembleia da República com a medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. As suas obras têm sido apresentadas em exposições e, desde 2015, que documenta o Cante Alentejano, tendo já publicado três livros.
António Pedro Ferreira, licenciado em medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa em 1982. Iniciou-se na fotografia com dez anos de idade. Começou a colaborar na revista "Música e Som" em 1978. No ano de 1982, candidata-se a uma bolsa de fotografia, a atribuir pelo Ministério da Cultura, que o leva a Paris, onde é orientado pelos fotógrafos da Magnum e pelo conservador da Bibliothèque Nationale de Paris Jean-Claude Lemagny, tendo realizado um trabalho sobre emigrantes portugueses, durante dois anos. Fotografa como colaborador para a "Tv Guia" , "O País", "Moda e Moda" e "Expresso", em cujos quadros ingressa em 1989. É distinguido com o prémio Gazeta de Jornalismo, em 1998, e, em 2000, com o do Clube Português de Imprensa. Expõe desde 1984.
Elina Heikka é historiadora de arte, curadora independente e autora, especializada em fotografia. Entre 2007 e 2023, foi directora do Museu Finlandês de Fotografia, uma das instituições de referência na fotografia contemporânea nos países nórdicos. Antes de assumir funções no museu, trabalhou como investigadora na Galeria Nacional da Finlândia e como editora-chefe da revista de fotografia Valokuva. Em 2023, integrou a equipa curatorial da exposição nórdica de fotografia Søsterskap, apresentada no festival Rencontres d’Arles, e, em 2024, foi diretora artística do festival de fotografia Encontros da Imagem, em Braga, já em 2025-2026, foi curadora da exposição “Emotional Encounters” do Imago Lisboa Photo Festival, no MNAC. Vive entre Helsínquia e Lisboa.
Valter Vinagre, estudou fotografia no AR.CO – Centro de Arte e Comunicação Visual em Lisboa, entre 1986 e 1989, já depois de ter iniciado o percurso profissional. Foi repórter fotográfico no periódico Gazeta das Caldas, de 1985 a 2001 e colaborador dos jornais Diário de Notícias, entre 1988 e 1991, Público, desde 1992 a 2007, Expresso em 2000 e das revistas Cerâmicas desde 1991 a 1998 e Dirigir, entre 1993 e 1994. Lecionou fotografia na ETEO – Escola Técnica Empresarial do Oeste, nas Caldas da Rainha no período de 1992 a 1994. Do seu percurso salientam-se as exposições individuais “Cá na Terra”, no Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico em 1998, e “Posto de Trabalho”, na Fundação EDP-MAAT em 2015 e as exposições colectivas “Matéria para escavação Futura”, no Palácio Sinel de Cordes (Trienal de Arquitetura de Lisboa), em 2021, e “Uma extensão do Olhar”, no CAV – Centro de Artes Visuais, Coimbra, em 2005. Valter Vinagre foi galardoado em 1989 com a Menção Honrosa “Pinheiro Manso”, pela Secretaria de Estado do Ambiente, e com o prémio “Galeria Ensaio”, nos III Encontros da Imagem, em Braga. Em 1999 recebeu o Prémio da 6ª Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira e em 2016, o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores para Melhor Trabalho de Fotografia com “Posto de trabalho”. As suas imagens encontram-se publicadas em numerosos catálogos e monografias.